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..::Chão de Versos::..



Lira Romantiquinha
Carlos Drummond  de Andrade

Por que me trancas 
o rosto e o riso 
e assim me arrancas 
do paraíso?


Por que não queres, 
deixando o alarme 
(ai, Deus: mulheres!), 
acarinhar-me?


Por que cultivas 
as sem perfume 
e agressivas, 
flores do ciúme?


Acaso ignoras 
que te amo tanto, 
todas as horas, 
já nem sei quanto?


Visto que em suma 
é todo teu, 
de mais nenhuma, 
o peito meu?


Anjo sem fé 
nas minhas juras, 
porque é que é 
que me angusturas?


Minh'alma chove 
frio, tristinho. 
Não te comove 
este versinho?

9:32 PM No comments
 Timidez
Cecília Meireles


Basta-me um pequeno gesto, 
feito de longe e de leve, 
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...


— mas só esse eu não farei.


Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...


— palavra que não direi.


Para que tu me adivinhes, 
entre os ventos taciturnos, 
apago meus pensamentos, 
ponho vestidos noturnos, 


— que amargamente inventei.


E, enquanto não me descobres, 
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo, 
até não se sabe quando...


— e um dia me acabarei.
12:57 PM No comments
Só pra aproveitar o embalo, já que eu estava falando do Beirut, lá vai outro clipe, desta vez da Nantes (outra favorita :P)... 





6:44 PM No comments
Só mais um vídeo... nada mais a dizer ... 

10:17 PM No comments
Eu estava olhando os poemas do blog, e parece que eu sou meio anti-romântica, por isso decidi publicar aqui um poema romântico (as más línguas vão me zuar... eu sei... né Alice?) mas eu vou colocar mesmo assim...

As sem-razões do amor
Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.


Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.


Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.


Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
10:06 PM No comments
Mais uma música :)
Zach Condon :]
Desta vez da banda americana Beirut. Liderada por Zach Condon, eles tocam um som que até hoje (depois de três anos ouvindo a banda) não consegui definir. Um dos clipes deles que eu mais gosto é da Postcards From Italy que pelo visto foi composta por vídeos caseiros... Não sei exatamente por que gosto do clipe... deve ser pelo tom de nostalgia entre as imagens e a música... 


Outras Fotos da Banda:



Ah... E tem o site deles também

12:53 PM No comments
... Sabe aquela história de dar músicas pra textos... Então ... Essa aí vai pro Esquina da Memória... 





From Where You Are
Lifehouse
So far away from where you areThese miles have torn us worlds apartAnd I miss you, yeah I miss you
So far away from where you areI'm standing underneath the starsAnd I wish you were here
I miss the years that were erasedI miss the way the sunshine would light up your faceI miss all the little thingsI never thought that they'd mean everything to meYeah I miss youAnd I wish you were here
I feel the beating of your heartI see the shadows of your faceJust know that wherever you areYeah, I miss youAnd I wish you were here
I miss the years that were erasedI miss the way the sunshine would light up your faceI miss all the little thingsI never thought that they'd mean everything to meYeah I miss youAnd I wish you were here
So far away from where you areThese miles have torn us worlds apartAnd I miss you, yeah I miss youAnd I wish you were here 
TRADUÇÃO

De onde você está
Lifehouse
Tão longe de onde você estáEssas milhas tornaram nossos mundos separadosE eu sinto sua falta, sim eu sinto sua falta
Tão longe de onde você estáEu estou debaixo das estrelasE eu queria que você estivesse aqui
Eu sinto falta dos anos que foram apagadosEu sinto falta do jeito que o brilho do sol iluminava seu rostoEu sinto falta de todas essas coisas pequenasNunca imaginei que elas significariam tudo pra mimSim, eu sinto sua faltaE eu queria que você estivesse aqui
Eu sinto as batidas do seu coraçãoEu vejo as sombras do seu rostoSó saiba que onde quer que você estejaSim, eu sinto sua faltaE eu queria que você estivesse aqui
Eu sinto falta dos anos que foram apagadosEu sinto falta do jeito que o brilho do sol iluminava seu rostoEu sinto falta de todas essas coisas pequenasEu nunca imaginei que elas significariam tudo pra mimSim, eu sinto sua faltaE eu queria que você estivesse aqui
Tão longe de onde você estáEssas milhas tornaram nossos mundos separadosE eu sinto sua falta, sim, eu sinto sua faltaE eu queria que você estivesse aqui
PS: A letra é do Vagalume =p


6:53 PM 2 comments
Epigrama n. 2
Cecília Meireles
És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.

Felicidade, és coisa estranha e dolorosa:
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
Porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo despovoado e profundo, persiste.
4:01 PM No comments
Eu nunca postei nada meu aqui... Eu sempre acho que os meus textos são horríveis, talvez por causa disso este blog esteja tão farto de poesias e textos alheios. O texto que escolhi publicar não o melhor texto que eu já escrevi... mas eu tinha que publicá-lo (nem que fosse num blog que quase ninguém lê, rs)... então, lá vai:



Esquina da Memória
Ana Carolina Borges

Para A. A.
Talvez fossem poucos os lamentos na esquina da memória, aquela esquina onde ventos e chuvas tanto choraram e onde raios de sol e pequeninas flores cantaram. Por aqueles esquecidos passos que já não existem, aqueles dias que são como a névoa na esquina da memória, aqueles risos sinceros que se desfizeram como frágeis teias de aranha e com os olhos tão absolutos quando o tapete absurdamente verde da esquina da memória.
O vento dançava na esquina da memória, trazia pequeninos trechos de projetos de sonhos... Impedidos... Porém, quase tocáveis.
Naquela esquina aonde inverno não chega, para você será sempre verão, um último verão que na memória foi congelado num azul oceânico extremo... Lembrei-me agora... Naquela esquina não chega também o oceano, não chegam mais olhos azuis oceânicos, chegam apenas lamentos aquecidos pelo verão interminável.
Interminável como uma volta pelos mundos que nós entramos, interminável como o dia que morreu enquanto o sol ainda nascia... Era algo no caminho, eu sei, lá estava o Tempo... Aquele mesmo Tempo que te apresentei há um tempo naquele caderno quadro-negro que ainda não tinha nome...
E como se ainda estivéssemos naquele dia quente de inverno, despeço-me: “Até um dia!”.
14/02/2011
9:33 PM 2 comments
Hoje o Coldplay lançou o clipe da música Paradise do ainda não lançado álbum Mylo Xyloto, e vai por mim... o Coldplay nunca tinha feito um clipe assim... como posso dizer ... tão ... diferente!





O quinto álbum da banda será lançado dia 24 de outubro...
5:32 PM No comments
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My name is Ana, a Brazilian living and studing literature in Germany.

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