tumblr instagram
  • Home
  • Book Reviews
  • Posts em Português
  • Inspiration
    • Poetry
    • Art
    • Books
  • About
  • Contact

..::Chão de Versos::..

Passando hoje só para compartilhar uma citação, de um capítulo do livro A Menina Que Roubava Livros, Confissões, quase no final (meu capítulo favorito... rs)


No começo, Liesel não conseguiu dizer nada. Talvez fosse a súbita turbulência do amor que sentiu por ele. Ou será que sempre o tinha amado? Era provável. Impedida como estava de falar, desejou que ele a beijasse. Quis que ele arrastasse sua mão e a puxasse para si. Não importava onde a beijasse. Na boca, no pescoço, na face. Sua pele estava vazia para o beijo, esperando.



5:01 PM No comments

Sabe... Esses dias eu estava folheando o Livro Pequeno Príncipe do Antonie de Saint-Exupéry, e uma das partes que eu mais gosto (eu acho que eu e a maioria das pessoas) é a parte que ele encontra a Raposa... Decidi postar essa parte aqui... Então lá vai: 



E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços…"
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra…
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor… cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele…
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
5:20 PM No comments
Esses dias eu estava procurando o livro Reparação do Inglês Ian McEwan pra baixar... 
Aí me surgiu a ideia de publicar uma postagem sobre ele aqui no blog, Reparação se passa entre os anos de 1935 e a Segunda Guerra Mundial, em suma o livro conta paralelamente duas histórias, a de Briony, e do romance entre Cecilia, irmã mais velha de Briony e Robbie. Sendo ele dividido em ambientes diferentes, a primeira parte conta a história da família Tallis, onde entram em cena as irmãs Briony e Cecilia, e Robbie, que nesta parte do livro é o agregado da família, é muito interessante a forma como é narrada a história, pois a narrativa oscila entre os pontos de vista destes três personagens, fica um pouco difícil organizar as ideias no começo, mas depois fica fácil saber...
Acaba que por causa de uma mentira de Briony (que eu não vou dizer qual é, rs) Robbie acaba preso na noite que "revela" seu amor por Cecilia, na prisão ele recebe a opção de ficar preso ou lutar pela Inglaterra na Segunda Guerra, e ele vai para a guerra... Por ter "separado" os dois por causa de uma mentira, Briony começa sua reparação, ou expiação. Consegue um emprego de enfermeira e durante a guerra e no hospital passa por maus bocados, por assim dizer...
O final do livro eu não vou contar, só que vou fazer mais uma recomendação, em 2007, fizeram o filme baseado no livro, Desejo e Reparação, ou Atonement (em inglês), e é muito parecido com o livro:



E umas cenas favoritas. 








7:33 PM No comments
Ultimamente tenho falado muito de clássicos nesse blog, mas hoje vou postar sobre um livro que gostei muito de ler: A Menina Que Roubava Livros, do Australiano de origem alemã Markus Zusak.
O livro fala obviamente da menina, Lisel Meminger, e cada livro que essa menina rouba tem um significado em sua vida, sendo o primeiro o Manual do Coveiro, mas tirando a história, o mais curioso é que quem conta a história é uma personagem diferente, a Morte. Que conta a vida de Lisel. O livro se passa na Alemanha nazista da Segunda Guerra Mundial. Não vou contar a história, isso não é um resumo, vou só recomendar, vale a pena ler é um livro diferente e bem interessante.
Falando em ideias diferentes, minha irmã tem mania de dar músicas aos livros que ela lê, ela leu esse e escolheu a música Prospek March, do Coldplay, aí vai a letra... Eu acho que combina.



A fumaça vai subindo das casas
Pessoas enterrando seus mortos
Eu pergunto a alguém que horas são
Mas o tempo não é importante para eles ainda
Pessoas conversam sem falar
tentando entender o que podem
Eu pergunto se você lembra
Prospekt como poderia eu esquecer?
Baterias
aqui vem elas!
Você não gostaria que sua vida pudesse ser tão simples
como peixes nadando ao redor de um barril
quando você tiver conseguido a arma
oh e eu corro...
aqui vem elas.
Somos apenas duas pequenas figuras num prato de sopa
tentando chegar a um tipo de controle
mas eu não era um.


Agora aqui eu deito por conta própria em um céu separado

e aqui eu deito por conta própria em um céu separado

Eu não quero morrer,
por conta própria aqui esta noite
Mas aqui eu deito por conta própria em um céu separado

Letra: http://letras.terra.com.br/coldplay/1380859/traducao.html
Imagem: http://2.bp.blogspot.com/-oskOKHdjGeY/Tbu4xVd_qAI/AAAAAAAAAT8/ru3ikJgnG5g/s1600/A%2Bmenina%2Bque%2Broubava%2Blivros%2Bde%2BMarkus%2BZusak.jpg

9:41 PM 1 comments
O Pianista
Sou fã de música clássica, toco piano [não muito bem... mas eu me esforço =)... ] e por isso O Pianista é um dos meus livros e filmes favoritos...
Escrito pelo próprio Wladyslaw Szpilman, o pianista, trata da perseguição nazista contra os judeus na Polônia. Lógico que eu achei o livro muito melhor do que o filme, é mais detalhado porém o filme é excelente. Principalmente a cena final onde ele toca Ballade nº 1 Op. 23 , do Chopin, compositor favorito de Szpilman.




Trailer

6:29 PM No comments

Semana passada terminei de ler o Adeus às Armas, de Ernest Hemingway, livro ganhador do prêmio Nobel de 1954. Narra uma autobiografia do autor durante a Primeira Guerra Mundial.
Para conseguir lê-lo foi uma saga: Faz dois anos que estou procurando, procurei na Biblioteca Municipal de Bragança Paulista (cidade onde eu moro) achei uns três exemplares lá, mas como moro longe da Biblioteca fica difícil frenquêntá-la, e também prefiro comprar meus livros, gosto de tê-los para mim... Mas quando fui comprar estava esgotado na editora, por fim peguei emprestado na Biblioteca da FESB (Fundação de Ensino Superior de Bragança). E finalmente li, e recomendo...

10:22 PM No comments
Older Posts

About me


My name is Ana, a Brazilian living and studing literature in Germany.

Follow Us

Labels

#tbr Adélia Prado Alfred Lord Tennyson Alphonsus de Guimarães Antonie de Saint-Exupéry Ariane Alves dos Santos Arte Augusto dos Anjos Beirut Biografias Black Woman Writers Book Reviews Carlos Drummond de Andrade Castro Alves Cecília Meireles Charles Baudelaire Citações Claude Debussy Coldplay Compositores Concursos de Poesia Cora Coralina Esquina da Memória Estrada Real Eu =P Fernando Pessoa Ferreira Gullar Filmes Fotos Fotos Antigas de Bragança Galeria Grace Nichols Guilherme de Almeida Ian McEwan Isabella Whitney J. W. Goethe John Keats José Gomes Ferreira Leopoldina Livros Luís de Camões Machado de Assis Manoel Bandeira Manuel Bandeira Mário de Andrade Markus Zusak Matias Barbosa Música Olavo Bilac Outras Coisinhas Pablo Neruda Paulo Mendes Campos Pimenta Bueno Pinturas Poemas Poesia Português Resenhas Robert Frost Um Retrato Vídeos Walt Whitman Yann Tiersen Young Adult

recent posts

Blog Archive

  • ▼  2020 (9)
    • ▼  September (2)
      • ..::Medimops.de haul::..
      • .::September 2020 #tbr::..
    • ►  April (1)
    • ►  March (3)
    • ►  February (3)
  • ►  2014 (3)
    • ►  May (3)
  • ►  2013 (1)
    • ►  January (1)
  • ►  2012 (8)
    • ►  October (3)
    • ►  April (3)
    • ►  January (2)
  • ►  2011 (40)
    • ►  December (8)
    • ►  November (6)
    • ►  October (4)
    • ►  September (5)
    • ►  August (1)
    • ►  July (1)
    • ►  June (1)
    • ►  May (2)
    • ►  April (6)
    • ►  March (1)
    • ►  February (3)
    • ►  January (2)
  • ►  2010 (36)
    • ►  December (1)
    • ►  November (2)
    • ►  October (9)
    • ►  September (6)
    • ►  August (1)
    • ►  July (2)
    • ►  June (4)
    • ►  May (3)
    • ►  April (4)
    • ►  March (4)
FOLLOW ME @INSTAGRAM

Created with by ThemeXpose