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..::Chão de Versos::..

Endymion (fagmento)
John Keats
O que é belo há de ser eternamente
Uma alegria, e há de seguir presente.
Não morre; onde quer que a vida breve
Nos leve, há de nos dar um sono leve,
Cheio de sonhos e de calmo alento.
Assim, cabe tecer cada momento
Nessa grinalda que nos entretece
À terra, apesar da pouca messe
De nobres naturezas, das agruras,
Das nossas tristes aflições escuras,
Das duras dores. Sim, ainda que rara,
Alguma forma de beleza aclara
As névoas da alma. O sol e a lua estão
Luzindo e há sempre uma árvore onde vão
Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos
De uvas num mundo verde; riachos
Que refrescam, e o bálsamo da aragem
Que ameniza o calor; musgo, folhagem,
Campos, aromas, flores, grãos, sementes,
E a grandeza do fim que aos imponentes
Mortos pensamos recobrir de glória,
E os contos encantados na memória:
Fonte sem fim dessa imortal bebida
Que vem do céus e alenta a nossa vida.
4:41 PM No comments
Poucas  músicas foram tão revolucionárias quanto a  Sinfonia nº 9, Opus 125 em Ré Menor de Ludwig Van Beethoven, composta por volta de 1824, Beethoven inovou ao colocar um coral, no último movimento de uma sinfonia, inspirado no poema de Friedrich Schiller An die Freude, ou "À Alegria". Coisa que até então ninguém havia feito.
Sua primeira apresentação se deu em 7 de maio de 1824, no Kärntnertortheater, em Viena sob a regência Michael Umlauf. O mais interessante a respeito desta composição Ludwig a terminou em um grave estado de surdez, tanto pela sua complexidade e expressão, pode-se notar a genialidade de um dos maiores compositores clássicos de todos os tempos...
Letra da Nona Sinfonia - "Ode à Alegria" (Em Alemão)
Baixo
O Freunde, nicht diese Töne!
Sondern laßt uns angenehmere
anstimmen und freudenvollere.
Freude! Freude!
Baixo. Quarteto e coro
Freude, schöner Götterfunken
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken,
Himmlische, dein Heiligtum!
Deine Zauber binden wieder
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder,
Wo dein sanfter Flügel weilt.
Wem der große Wurf gelungen,
Eines Freundes Freund zu sein;
Wer ein holdes Weib errungen,
Mische seinen Jubel ein!
Ja, wer auch nur eine Seele
Sein nennt auf dem Erdenrund!
Und wer's nie gekonnt, der stehle
Weinend sich aus diesem Bund!
Freude trinken alle Wesen
An den Brüsten der Natur;
Alle Guten, alle Bösen
Folgen ihrer Rosenspur.
Küsse gab sie uns und Reben,
Einen Freund, geprüft im Tod;
Wollust ward dem Wurm gegeben,
Und der Cherub steht vor Gott.
Tenor e coro
Froh, wie seine Sonnen fliegen
Durch des Himmels prächt'gen Plan,
Laufet, Brüder, eure Bahn,
Freudig, wie ein Held zum Siegen.
Coro
Seid umschlungen, Millionen!
Diesen Kuß der ganzen Welt!
Brüder, über'm Sternenzelt
Muß ein lieber Vater wohnen.
Ihr stürzt nieder, Millionen?
Ahnest du den Schöpfer, Welt?
Such' ihn über'm Sternenzelt!
Über Sternen muß er wohnen.
Letra da Nona Sinfonia - "Ode à Alegria" (Tradução)

Baixo
Ó, amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
Baixo. Quarteto e coro
Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.
Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até a morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim que se ergue diante de Deus!
Tenor e coro
Alegremente, como seus sóis voem
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.
Coro
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do Céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora!


Bom vou ao que interessa agora, outro dia assisti o filme Minha Amada Imortal, que conta a vida, obra e os romances da vida de Beethoven, e me chamou a atenção a cena da apresentação desta última sinfonia.






4:10 PM No comments
Ontem fui ao Jardim Público, pegar umas inspirações que estavam faltando para escrever umas histórias, aí me lembrei de uma foto que tinha, da época em que o Jardim Público era destino de passeios de pessoas de todas as idades. Até mesmo uns dez anos atrás muitas pessoas ainda o frequentavam, ontem, porém, encontrei lá apenas uns idosos tomando sol e poucas crianças brincando no parquinho. 


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6:26 PM 4 comments
Este vídeo produzido pela TV Cultura mostra um pouco do Museu do Telefone aqui de Bragança:
12:33 PM No comments

Clique nos links para ver a imagem:

Os Comedores de Batatas
A Italiana
A Casa Amarela
Girassóis
Noite Estrelada
Oliveiras
A Vista de Arles Com Lírios
8:26 PM 1 comments
 Versos Íntimos
 Augusto dos Anjos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
7:58 PM No comments
  Velhas Árvores
 Olavo Bilac
Olha estas velhas árvores, — mais belas,
Do que as árvores mais moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas . . .


O homem, a fera e o inseto à sombra delas
Vivem livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E alegria das aves tagarelas . . .


Não choremos jamais a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,


Na glória da alegria e da bondade
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

7:47 PM No comments

Vincent Van Gogh
Para começar, Van Gogh é o meu pintor favorito (em segundo lugar vem Monet) e por ocupar este posto, decidi escrever um pouquinho sobre sua vida e obra... o texto a seguir foi retirado do meu livro de Artes do 1º ano (eu acho =/ ), que tem um capítulo dedicado inteiramente a ele, e foi com este texto que descobri a complexidade da obra  intensa de Vincent...
Falar de Van Gogh é falar sobre intensidade, paixão, loucura e genialidade. A vida deste grande artista foi rodeada por acontecimentos dramáticos a começar pelo seu nascimento e pela escolha do seu nome.
Vincent Willem Van Gogh nasceu em 30 de Março de 1953 em uma pequena aldeia holandesa, recebendo o nome de seu irmão Vincent Van Gogh - nascido no mesmo dia do ano anterior, que morrera prematuramente. Seu pai era pastor e havia enterrado o filho querido dentro da igreja. Diariamente durante anos ao entrar nela, o Van Gogh via estampado na lápide do irmão morto o seu nome.
Bem mais tarde, aos 15 anos, Vincent deixou a escola e passou a trabalhar em uma galeria de arte com o tio, na cidade de Haia. Após um período, foi transferido para filiais em outros países. Nessa época dedicou-se ao conhecimento da arte, desenvolvendo ainda seu senso estético.
Em Londres, apaixona-se por uma moça chamada Úrsula e experimenta sua primeira rejeição amorosa. Desesperado, retornou as terras holandesas. Cada vez mais melancólico e isolado, dedicou-se a leitura da Bíblia. Incentivado pela família Vincent  entrou para a escola de evangelização, contudo, ali também não foi entendido. Apesar disso, confiante de sua vocação, foi para Boringe (Bélgica) pregar como leigo os ensinamentos religiosos aos trabalhadores de minas de carvão. Afastado da família, correspondia-se com seu irmão Theo, que assistia com dinheiro e cartas. Em sua obra "Os Comedores de Batatas", ele expressou dramaticamente este momento. 

Os Comedores de Batatas 
Nuenen, The Netherlands: April, 1885 
Van Gogh Museum 
Amsterdam, The Netherlands, Europe




Espiritualmente marcado pela miséria, ele retratou nessa tela o mundo em transição e as desigualdades sociais  por meio de luzes e cores sombrias que passam entre a memória recente da dor e da vibração religiosas dos claros-escuros do Barroco.
Doente, com fome e sem dinheiro, Vincent não poderia imaginar que no futuro, em 1987, em Londres seus quadros seriam  vendidos por 40 milhões de dólares. 
Seus primeiros estudos foram criados com base na obra de Jean-François Millet, artista que retratava paisagem da vida rural. De volta a Haia, com ajuda do irmão Theo, montou um ateliê. Suas primeiras pinceladas a óleo retratavam a paisagem holandesa. 
Em 1886, ao conhecer os impressionistas Renoir e Pissarro, Vincent passou a usar estudos de luz e pigmentos, criando uma estilística (visual) única, vibrante usando a cor livremente. Nessa fase da vida, Van Gogh sonhava em fundar uma colônia de artistas e convidar Gauguin para iniciar o projeto.
Resolveu, então, morar em Arles, no interior da França. A luminosidade exuberante da região despertou a genialidade do artista e fez surgir um estilo único, caracterizado pela expressividade dramática e beleza inigualável. 
Tecnicamente, Vincent aplicava a cor em traços como os impressionistas, contudo libertou a cor, aplicando arbitrariamente os pigmentos puros e utilizando pinceladas espessas para expressar intensidade das emoções. Apaixonadamente deixava-se invadir pela natureza e compartilhavar a angústia as flores e do êxtase do sol.
Após tanto caminhar, sofrer e rezar, aos 27, Vincent encontrou sua real vocação: A Arte. Um caminho sem volta, uma obsessão permanente, uma emoção única, uma paixão eterna.


Quando pinto uma maçã,
quero fazer sentir o suco por 
baixo da casca e as sementes
ansiando germinar.
Vincent Van Gogh
9:34 PM 1 comments
Livros e Flores
Machado de Assis
Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?
7:58 PM 1 comments
O Pianista
Sou fã de música clássica, toco piano [não muito bem... mas eu me esforço =)... ] e por isso O Pianista é um dos meus livros e filmes favoritos...
Escrito pelo próprio Wladyslaw Szpilman, o pianista, trata da perseguição nazista contra os judeus na Polônia. Lógico que eu achei o livro muito melhor do que o filme, é mais detalhado porém o filme é excelente. Principalmente a cena final onde ele toca Ballade nº 1 Op. 23 , do Chopin, compositor favorito de Szpilman.




Trailer

6:29 PM No comments
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My name is Ana, a Brazilian living and studing literature in Germany.

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